*Oração do Servo que Clama por Justiça*
Senhor, aqui estou eu.
Servo público, filho Teu.
Perseguido nas sombras, acusado sem verdade,
Demitido por "abandono" que a própria mão forjou em maldade.
Faltas que não cometi foram escritas contra mim,
No PAD levantei a voz, mostrei a nulidade... e não ouvi fim.
Bati nas portas, gritei no processo,
Mas o ouvido humano se fechou no excesso.
Hoje minha causa não está mais na mesa dos homens.
Está no Teu altar. Está na Tua mão.
Ingressei com a Ação, e agora, Pai,
Entrego o papel, a tinta e o coração.
Ilumina, Deus, a autoridade que vai julgar.
Seja magistrado, seja magistrada,
Toca os olhos pra ver além da farda,
Toca a mente pra discernir a verdade calada.
Dá-lhe equidade que não pende pro poder,
Dá-lhe sabedoria que não se vende nem se corrompe.
Que a balança pese o justo, não o parecer,
Que a sentença seja luz e não se rompe.
Se for da Tua vontade, Senhor, restaura-me.
Reintegra-me ao cargo que me tiraram sem razão.
Paga-me os salários retidos, os dias, o pão,
Não por merecimento meu, mas pela Tua compaixão.
Porque o Senhor é Juiz acima de todo juiz,
E nenhuma nulidade se esconde do Teu olhar.
Faz justiça, Pai. Faz renascer.
E que ao sair da sala, o veredito possa declarar:
"Deus esteve aqui."
Amém.