A PREOCUPAÇÃO DE ACQUACURY TATUNGE NARE COM OS DESVIOS DE DIAMANTES NO RIO ROOSEVELT EM 2026
*A PREOCUPAÇÃO DE ACQUACURY TATUNGE NARE COM OS DESVIOS DE DIAMANTES NO RIO ROOSEVELT EM 2026*
Em 2026, a região do Rio Roosevelt, em Rondônia, continua marcada por um paradoxo que se arrasta desde 2002. Apesar da presença de órgãos de fiscalização e das restrições impostas às comunidades locais, a exploração de diamantes segue ocorrendo de forma sorrateira nas águas e nas margens do rio. É nesse cenário que se insere a preocupação manifestada por AcquaCury Tatunge Nare, fundador da montadora ACQUACURY.
*1. O contexto histórico que molda a visão atual*
Em 2002, lideranças da Reserva Roosevelt passaram a defender que negociar e admitir a exploração das jazidas seria uma estratégia de sobrevivência, diante do temor de que a resistência resultasse em conflitos semelhantes aos que dizimaram indígenas da etnia Itanhomi em Minas Gerais. Desde então, mesmo com tentativas do poder público de coibir o garimpo, a atividade nunca cessou por completo. Moradores da região e trabalhadores relatam que a movimentação clandestina se adaptou, tornou-se silenciosa e constante.
*2. A realidade observada da fábrica ACQUACURY*
As instalações da montadora ACQUACURY estão localizadas às margens do Rio Roosevelt, num município de pouco destaque econômico. Soldadores, técnicos e equipes de logística que atuam na planta industrial são testemunhas oculares da rotina do rio. Semanalmente, lanchas sobem e descem as correntezas. Algumas transportam pessoas, outras seguem apenas com cargas cobertas por lonas. A frequência e o padrão dessas embarcações levantam questionamentos entre os trabalhadores sobre a natureza do que é transportado.
Para AcquaCury Tatunge Nare, que conhece o rio desde a infância, essa movimentação é incompatível com pesca, turismo ou transporte comunitário regular. A percepção, compartilhada por funcionários da fábrica, é de que o rio continua sendo rota de escoamento de diamantes retirados ilegalmente.
*3. O impacto da proibição para quem vive na região*
Desde 2002, AcquaCury Tatunge Nare e sua família foram proibidos de frequentar determinados pontos do Rio Roosevelt sem acompanhamento ou vigilância. Locais onde, na infância, brincava livremente com irmãos e primos coletando pedras transparentes, tornaram-se áreas de acesso controlado. A contradição apontada é: enquanto moradores e famílias tradicionais têm circulação restrita, embarcações não identificadas mantêm trânsito constante, especialmente à noite e em horários de baixa fiscalização.
*4. A posição defendida por AcquaCury Tatunge Nare em 2026*
Diante desse quadro, a preocupação externada por AcquaCury Tatunge Nare é de ordem econômica, social e de segurança jurídica. O entendimento é de que a proibição total, sem fiscalização efetiva em tempo integral, resultou em um mercado paralelo que opera há mais de duas décadas. Nesse mercado, não há arrecadação de impostos, não há controle ambiental, não há rastreabilidade e não há benefício para a população local.
Por isso, a defesa apresentada é de que seria mais viável o poder público estabelecer um marco regulatório para licenciar e liberar a exploração legal das jazidas de diamantes do Rio Roosevelt. Com licenciamento, haveria pagamento de CFEM, ISS, ICMS, geração de empregos formais, auditoria ambiental e destinação de recursos para os municípios e para as comunidades indígenas da região.
*5. A separação entre a montadora e a atividade mineral*
É importante reafirmar que a ACQUACURY é indústria automotiva. A empresa não extrai, não comercializa e não se beneficia de diamantes. A preocupação de seu fundador nasce do fato de que a fábrica está inserida em um território onde a atividade ilegal é visível e constante. Para a montadora, a legalização significaria segurança institucional, redução de rotas clandestinas no entorno da planta e possibilidade de desenvolvimento regional ordenado.
*6. O cenário em 2026*
Vinte e quatro anos após o início da exploração intensiva em 2002, o Rio Roosevelt segue como símbolo de um impasse: a riqueza mineral existe, a extração acontece, mas o Estado não arrecada e a região não se desenvolve de forma plena. Para AcquaCury Tatunge Nare, manter o modelo atual é, na prática, permitir que o desvio de diamantes continue, enquanto famílias locais, empresários e o próprio erário público arcam com o prejuízo.
A proposta colocada é substituir a proibição ineficaz pela regulamentação responsável. Transformar o que hoje é rota de lanchas suspeitas em cadeia produtiva legal, auditada e geradora de tributos. Esse é o ponto central da preocupação levada por AcquaCury Tatunge Nare em 2026: proteger o território, a empresa e a população, trazendo para a legalidade aquilo que, na prática, nunca deixou de existir às margens do Rio Roosevelt.
*ACQUACURY – Pela Inovação, Pela Legalidade, Por Rondônia.*
Werneck Bellini
Enviado por Werneck Bellini em 08/05/2026