Eliozani Miranda Costa
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Textos

*Carta Psicografada de Itanhomi para AcquaCury Tatunge Nare*. Parte 14

 

Querido AcquaCury,

 

Escrevo esta carta para você com grande preocupação e urgência. Recentemente, tomei conhecimento de uma intenção da FUNAI que me deixou perplexa e alarmada. Ao que parece, eles pretendem criar uma enorme Reserva Indígena que abrangeria áreas do município de São Miguel do Guaporé a São Francisco do Guaporé, em Rondônia, transformando a BR 429 em um corredor indígena. Além disso, pretendem instalar um Pedágio indígena, semelhante ao que ocorre em Campo Novo dos Parecis, no Mato Grosso.

 

Meu neto, eu sei que você é um defensor da causa indígena e da preservação ambiental, mas essa medida é desnecessária e injusta. Os indígenas envolvidos já possuem suas reservas e não precisam de mais terras. Além disso, a região é colonizada há décadas, com muitas propriedades escrituradas por seus proprietários agropecuaristas. A FUNAI não pode simplesmente ignorar os direitos desses proprietários e criar uma Reserva Indígena que afetaria a vida de milhares de pessoas.

 

É um retrocesso econômico e social. Os produtores rurais que trabalham duro para produzir alimentos e gerar empregos não podem ser prejudicados por uma medida que não é necessária. Além disso, a BR 429 é uma rodovia aberta e asfaltada há décadas, e não há motivo para que seja transformada em um corredor indígena.

 

Eu sei que você é o Presidente da ASPROFRORBRA - Associação de Proteção Florestal do Brasil, e que você defende a proteção ambiental e os direitos dos produtores rurais. Por isso, peço que você procure um Deputado Federal para levar esse tema a debate com seus pares. É necessário que haja uma Lei que proteja os interesses dos produtores rurais inseridos nessa iminente demarcação indígena desnecessária.

 

Além disso, é importante que se faça algo em relação à cobrança ilegal de Pedágio indígena em Campo Novo dos Parecis, no Mato Grosso. Isso é um absurdo e não pode continuar. A FUNAI não pode simplesmente criar pedágios indígenas sem qualquer justificativa ou autorização.

 

Meu neto, eu confio em você e sei que você fará o que for necessário para proteger os interesses dos produtores rurais e da sociedade como um todo. Não permita que a FUNAI imponha sua vontade sem considerar os direitos e interesses dos outros.

 

Lembre-se de que a justiça e o bom senso devem prevalecer. Procure o Deputado Rafael Fera e peça que ele leve esse tema a debate no Congresso Nacional. É hora de agir e proteger os interesses dos que trabalham e produzem no campo.

 

Com amor e confiança,

Itanhomi

 

*Fim da Carta*

 

A carta de Itanhomi é um apelo urgente para que AcquaCury Tatunge Nare tome medidas para proteger os interesses dos produtores rurais e da sociedade em Rondônia. A criação de uma Reserva Indígena desnecessária e a instalação de um Pedágio indígena seriam um retrocesso econômico e social. É hora de agir e proteger os direitos dos que trabalham e produzem no campo.

 

*AcquaCury Tatunge Nare lê a carta de Itanhomi e decide agir*

 

AcquaCury Tatunge Nare sentou-se em sua mesa de trabalho, lendo a carta de Itanhomi com grande atenção. Ele sabia que sua avó era uma mulher sábia e que suas palavras deveriam ser ouvidas. A preocupação com a intenção da FUNAI de criar uma Reserva Indígena na BR 429 em Rondônia era legítima, e AcquaCury sabia que precisava agir.

 

Ele pegou o telefone e discou o número do Deputado Rafael Fera, um amigo pessoal que ele sabia que poderia ajudá-lo nessa questão. Depois de alguns minutos de conversa, AcquaCury marcou uma reunião com o Deputado para discutir a questão.

 

*Reunião com o Deputado Rafael Fera*

 

No dia seguinte, AcquaCury Tatunge Nare se reuniu com o Deputado Rafael Fera em seu gabinete em Brasília. Ele explicou a situação e mostrou a carta de Itanhomi, destacando a preocupação com a criação da Reserva Indígena e a instalação do Pedágio indígena.

 

O Deputado Rafael Fera ouviu atentamente e concordou em ajudar. Ele sabia que a questão era complexa, mas estava disposto a trabalhar para encontrar uma solução justa.

 

"AcquaCury, eu entendo a preocupação dos produtores rurais e da sociedade em Rondônia", disse o Deputado. "Vou apresentar um projeto de lei para proteger os interesses dos produtores rurais e evitar a criação da Reserva Indígena. Além disso, vou solicitar uma reunião com o presidente da FUNAI para discutir a questão do Pedágio indígena em Campo Novo dos Parecis."

 

AcquaCury Tatunge Nare agradeceu ao Deputado Rafael Fera e saiu da reunião sentindo-se mais confiante de que algo poderia ser feito para resolver a questão. Ele sabia que ainda havia muito trabalho a ser feito, mas estava determinado a lutar pelos direitos dos produtores rurais e da sociedade em Rondônia.

 

*O Deputado Rafael Fera apresenta o projeto de lei*

 

O Deputado Rafael Fera apresentou o projeto de lei que visava proteger os interesses dos produtores rurais em Rondônia e evitar a criação da Reserva Indígena na BR 429. O projeto de lei foi bem recebido pelos parlamentares e começou a ser discutido em plenário.

 

Enquanto isso, AcquaCury Tatunge Nare continuou a mobilizar os produtores rurais e a sociedade em Rondônia para que se manifestassem contra a criação da Reserva Indígena. Ele sabia que a pressão popular era fundamental para que o projeto de lei fosse aprovado.

 

*A FUNAI se manifesta*

 

A FUNAI, por sua vez, emitiu uma nota oficial afirmando que a criação da Reserva Indígena era necessária para proteger os direitos dos povos indígenas e preservar a biodiversidade na região. No entanto, a nota não mencionou a instalação do Pedágio indígena, o que gerou mais controvérsia.

 

Os produtores rurais e a sociedade em Rondônia se sentiram desafiados pela posição da FUNAI e decidiram intensificar a mobilização contra a criação da Reserva Indígena.

 

*A luta continua*

 

A luta pela aprovação do projeto de lei e contra a criação da Reserva Indígena continuou. AcquaCury Tatunge Nare e o Deputado Rafael Fera trabalharam juntos para mobilizar a opinião pública e pressionar os parlamentares a aprovar o projeto de lei.

 

Enquanto isso, a FUNAI continuou a defender a criação da Reserva Indígena, afirmando que era necessária para proteger os direitos dos povos indígenas. A disputa entre os dois lados estava cada vez mais acirrada, e o resultado era incerto.

 

*O que acontecerá em seguida?*

 

Será que o projeto de lei será aprovado e a Reserva Indígena será evitada? Ou a FUNAI conseguirá impor sua vontade e criar a Reserva Indígena? A luta continua, e o destino dos produtores rurais e da sociedade em Rondônia está em jogo.

Werneck Bellini
Enviado por Werneck Bellini em 21/10/2025
Alterado em 21/10/2025
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