Eliozani Miranda Costa
O DNA do Kararauto
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Textos
UM JEITO DE GENTE GRANDE SE ENTENDER
UM JEITO DE GENTE GRANDE SE ENTENDER

1 - Acordei bem cedo e entediado
Pensando na covardia do Estado
Então decidi colocar tudo em prática
Observando cada detalhe da tática

2 - Comecei a moer o carvão vegetal
Dando cordas ao meu instinto mau
Depois, 15 partes de salitre preparei
2 de enxofre e 3 de carvão, adicionei

3 - A maldita mochila preta que comprei
Já estava ali onde ontem eu deixei
Contendo algumas pedras quebradas
E vários pregos velhos enferrujados

4 - Misturei tudo com o maior cuidado
Não quero morrer antes do programado
É preciso dar certo a combinação
Pólvora Negra juntamente à ignição

5 - Eu sei o quanto isso pode ser perigoso
Nas costas de um homem corajoso
Viajando de carona e sem rastros
Guiado por pensamentos nefastos

6 - Eu sei que lá pode ter muitos inocentes
E sem culpa irão morrer junto com a gente
E só depois que a mochila-bomba explodir
É que a Segurança precária acorda para agir

7 - Nossa! Isso nunca aconteceu no Brasil!
A culpa é de algum covarde que sorriu
Homens nomeados por corruptores
Talvez governo, juízes ou procuradores

8 - E onde será essa reunião de engravatados
Que andam sempre de narizes empinados?
E se te faço interessar em me conhecer
Então você é mais um que eu mando se foder ...

(Eliozani Miranda Costa – 02/09/2016)






Werneck Bellini
Enviado por Werneck Bellini em 02/09/2016
Alterado em 03/09/2016
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