Eliozani Miranda Costa
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A POESIA DO ACASO
POESIA DO ACASO

Não constava em meus planos
Nem tampouco do professor
Mas por “acaso” eu falei sem saber
Uma palavra de grande valor

Falei do sucesso por “acaso”
O professor Joel não concordou
Ele disse que não existe o “acaso”
Eu disse: Existe sim Senhor

Falamos da Superpotência Americana
E do Lula no status que chegou
Creio que o primeiro destaque
Foi o “acaso” que proporcionou

Filosofei com minhas defesas
A Filosofia não aceitou
Por “acaso” recebi então uma ordem
E é pra isso que aqui estou

Pra falar sobre o “acaso”
Que por “acaso” precisou
Tudo surgiu por “acaso”
Ou por “acaso” alguém planejou?

Passei a madrugada pesquisando
Ate que o dia raiou
Descobri, então, que o “acaso”
É resultado daquilo que ninguém planejou


Há muitos estudos sobre o “acaso”
Mas sua definição ninguém criou
Há quem diz que nada é por “acaso”
Mas por “acaso” alguém isso provou?

Outros dizem que tudo é por “acaso”
Foi o “acaso” que tudo ocasionou
“Eu só sei que nada sei”
Se alguém sabe também não provou

Eu só queria saber por que aquela telha
Que do telhado da sua casa se deslocou
Veio cair bem na sua cabeça
Quando embaixo do beiral você passou?

Porque você não passou um pouco antes?
Porque um pouco depois você não passou?
Esse fato aconteceu por “acaso”
Ou comprovadamente alguém planejou?

Em anexo segue exemplos do “acaso”
Argumentação de alguém que estudou
O “acaso” continua sendo um mistério
O enigma que ninguém desvendou

Então finalizo, dizendo aos senhores
Repetindo o que Sócrates falou
“Eu só sei que nada sei”
Se alguém sabe, também não provou.

Werneck Bellini
Enviado por Werneck Bellini em 03/09/2012
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