Eliozani Miranda Costa
O DNA do Kararauto
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NA VITRINE DA SORTE
NA VITRINE DA SORTE

Sou um produto exposto na vitrine da sorte
Onde o mercador não oferece o que vende
Se demorar haver quem interesse não me importe
Ficar aqui por mais um tempo não me ofende

Sou otimista e cada dia me sinto mais forte
Multidão me visita, mas a minoria entende
Que antes do fim, e bem longe da morte
Sairei sorrindo dessa armação que me prende

Me olhem sem medo, me examinem sem covardia
Elogiem, critiquem, ou saem de boca calada
Um dia encontrarás essa vitrine vazia
Sem ter para ver essa pessoa desprezada

Sou peça única nessa rara boutique
Um produto com invençcão patenteada
Basta haver quem goste e que fique
E pague o preço sem dizer que tá cara

Se minha aparência não te encanta, te assusta
E tu me pré-julgas pensando bobagens
Saiba que pouco abaixo dessa face tão rústica
Existe um coração que ama sem camuflagem

(Eliozan Miranda, 22/08/2011)
Werneck Bellini
Enviado por Werneck Bellini em 22/08/2011
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